
A proposta da oficina é criar encontros imersivos, em turmas de uma a quatro pessoas, voltados a quem deseja explorar caminhos para editar frames manualmente. A imersão se inicia com um breve panorama histórico de artistas que subverteram o vídeo por meio de experimentações audiovisuais, do início do século passado até produções contemporâneas.
A partir dessa contextualização, os participantes seguem um percurso guiado para transformar arquivos digitais em imagens impressas, que passam por intervenções como pintura e desenho antes de retornarem à máquina, onde ocorre a remontagem do vídeo. Alguns optam por animar fotografias pessoais; outros utilizam revistas como fonte de imagem. O foco está na experimentação, articulando mídias digitais e físicas de maneira livre e singular.
A animação em stop motion atravessa todo o processo: pensar as imagens como sequência é fundamental para a construção de movimento. A partir disso, cada participante define e testa os efeitos que deseja explorar, em diálogo com o tema do seu projeto. Entre desafios técnicos e bloqueios criativos, o trabalho se desenvolve no enfrentamento direto com o papel, a ideia e o tempo — em uma duração concentrada de 4 a 6 horas.
Ao final, cada participante leva consigo uma animação finalizada em um vídeo experimental e a abertura para continuar explorando o método em novos contextos.




Seleção de trabalhos criados por participantes durante a oficina.